Volto a repetir: Tenho medo! Medo de não ser apta para os sentimentos que insistem em permanecer dentro de mim. Medo de não ser correspondida. Sim, tenho medo de apaixonar, de amar, mas não de existir. Talvez sentimento sem sentido seja a dialética entre a alegria do encontro e a aflição do improvável. O fato de mal te conhecer já é um dos motivos mais salientes para esse sentimento não existir (pena que é contrario, pois quanto mais penso, mais sinto que devo te descobrir). Você é a certeza de que o incerto existe. É a esperança pintada de azul. O belo, o límpido, o singular. É complicado, é indescritivel o que insisto em sentir. Quanto mais penso, mais desejo, quando menos quero, desisto de não querer, quando não há, faço ser. Já não tenho vontade de outra pessoa. Nem prazer de sair quando não estais aqui. To tentando desapegar das mensagens, das ligações, do vicio que é me comunicar contigo. Sim, tornou-se um vicio necessário. Por isso preciso aprender a não ter, pois não sei de suas intenções. Preciso desapegar ou vou enlouquecer sem saber onde vai dar. Sou precipitada e impulsiva, e nessa historia isso é muito ruim.
Escrito por Bazinha às 03h08As vezes eu sou efusiva, mais quando tenho alguma intimidade!
Escrito por Bazinha às 22h02
Acho que a paixão me pegou. Sem sua presença a cidade fica vazia, escura, sem graça. Sem sentido; sem nexo. Talvez sua imagem já seja inerente aos meus olhos. Sua doçura me encanta e seu ciúme me sobressalta. Sua beleza me fascina e seu sorriso me domina. E o improvável me dar medo. Medo de sofrer, de não ser querida, de não haver correspondência. Já sei o que quero e o que espero. Conquistar você será meu desígnio. E eu não preciso de mais ninguém. Que isso incida e não fique apenas nos sonhos. Em tão pouco tempo, em apenas uns instantes, dimensões de carinhos inesquecíveis. Cheiro bom, abraço afável, mãos macias, olhar marcante, sorriso cativante. Como saber se é verdade? Se não é sonho? Se vou sofrer? Se estiver me iludindo? Quais as intenções? Se não dizeis como saber?
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 21h58"Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, então raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos." Clarice Lispector
Escrito por Bazinha às 01h26
E quando ela deu por si não estava meramente encantada e sim apaixonada. E de repente sem ao menos o conhecer ela erra, o destino os junta e em meio a tantas palavras ele percebe o erro e ela o decepciona. Ela o entristece. Ela odeia a atitude impensada que a fez cometer tal erro. Ela abomina o desacerto. Seu olhar ficou triste, sem jeito e com medo de perdê-lo. Ela se sente atada e não sabe o que fazer. Ela não quer que ele a deixe e esqueça.
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 14h10
Hoje o que traduz o que sinto é nada mais nada menos que uma musica de Detonautas:
O Retorno de Saturno
Detonautas
Visão do espaço estamos tão distantes
se acelero os passos sigo a voz do meu coração.
Ontem eu fui dormir mais tarde um pouco.
E tudo vai indo bem...
Venço o cansaço e o medo do futuro.
No teu abraço é que encontro a cura do mal
Hoje eu acordei te quis por perto.
E você não sai do meu pensamento
E eu me questiono aqui se isso é normal.
Não precisa ser de novo assim tudo igual.
Entre o retorno de saturno e o seu,
Busco uma resposta que acalme o meu coração
Do amanhã não sei o que posso esperar.
Certo dia, voltando da aula passei numa praça e esbarrei com um casal abraçado, o sorriso deles me passou tanta emoção que resolvi sentar e observá-los sem que me notassem. O engraçado foi que apesar do esbarrão eles continuaram a sorrir não um sorriso bizarro. Havia emoção. Nem se quer notaram minha presença ali que de forma tímida e discreta direcionava meu olhar para eles observando aquela cena. Foi ali que percebi a intensidade veraz da palavra solidão. Dai me lembrei do filme: Muito bem acompanhada! Se tivesse como, naquele momento eu estaria ali como Kat, com um acompanhante, e que de preferência ele se mostrasse ser um homem apaixonado e apaixonante como Nick, pra eu não sentir tão pequena diante de tal cena de puro sentimento. Senti-me perdida, acuada e indefesa, menina sozinha. Levantei, andei e ao chegar a casa, chorei. Foi ai que senti vontade de abrir meu coração e deixá-lo apaixonar-se outra vez.
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 22h53
Chegou à hora dela se arrumar, pois sabia que ia vê-lo nem que fosse de longe e ela entrou em crise, porque não sabia o que vestir. Queria estar linda, estonteante, bela. E revirou e bagunçou o armário e ainda assim, não encontrava nada que a agradasse.
Finalmente, sua amiga chega – a amiga responsável por eles terem se conhecido e dá a dica que ela estava precisando. Veste-se. Uma blusinha básica, um short estampado e um saltinho. Para finalizar, brinco, pulseira, relógio.
Olhou-se no espelho e, como há muito não acontecia, se achou bonita...
[A continuação deixa em OFF] Escrito por Bazinha às 22h01
TALVEZ
Existem palavras em nosso dicionário que, quando bem aplicadas, podem nos trazer diversas reflexões e diferentes modos de ver a vida ou ver os outros. Uma dessas palavras para mim é “talvez”. Com ela consigo uma fila de raciocínios, um leque de opções para divagar e um balanço gostoso para brincar de escrever.
Se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais. Se a gente tivesse menos, talvez soubesse o valor do “mais”. Se a gente chorasse menos, talvez sonhasse mais. Se a gente comesse menos, talvez soubesse a importância de não ter o quê comer. Se a gente comprasse menos, talvez comprasse a coisa certa. Se a gente acreditasse mais, talvez não morresse tão cedo.
Se a gente cantasse mais, talvez afastasse os males da vida. Se a gente falasse mais suavemente, talvez descobrisse que o grito dói. Se a gente amasse mais, talvez descobrisse que não é bom amar de menos. Se a gente perdesse mais, talvez desse mais valor àquilo que tem. Se a gente lesse mais, talvez conseguisse escrever mais. Se a gente ouvisse mais, talvez tivesse mais histórias a contar. Se a gente gostasse mais, talvez chorasse menos.
Se a gente mudasse mais o pensamento, talvez encontrasse respostas mais rapidamente. Se a gente fosse menos preconceituoso, talvez fizesse mais amigos. Se a gente escutasse mais música, talvez transformasse nossa voz. Se a gente poluísse menos, talvez não magoasse nosso futuro. Se a gente abraçasse mais, talvez sentisse mais calor humano. Se a gente esquecesse mais as ofensas, talvez nosso coração aumentasse de tamanho. Se a gente fosse mais sincero, talvez nossos filhos não soubessem mentir. Se a gente beijasse mais, talvez nossa boca falasse mais de amor.
Se a gente falasse mais com o coração, talvez não amasse à toa. Se a gente sorrisse com mais espontaneidade, talvez não visse máscaras nos rostos por aí. Se a gente enxergasse mais a carência, talvez pudesse suprir mais necessidades do que pensa. Se a gente fosse mais inteiro, talvez aprendesse mais lições. Se a gente não se deixasse enganar, talvez tivesse menos desilusões. Se a gente fosse mais gente, talvez pudesse ver quanto o outro é gente também. Se a gente fosse mais gente ainda, talvez não precisasse fazer comparações. Nem utilizar a palavra “talvez”
Amar...
Quando falo em amor não é criteriosamente no amor entre homem e mulher. Falo num sentido abrangente, no amar desde as pequenas coisas até as mais extravagantes. Amo a minha vida e as coisas que fazem parte dela. Amo escrever nesse blog dizendo que amo. Amo meu teclado que me permite escrever aqui. Amo meus dedos, pois sem eles eu não conseguiria digitar. Amo o vento que me tira o calor e me deixa calma para me inspirar. Amo o sol que toca toda manhã na minha pele. Amo a lua que permite que a noite seja mais clara e linda. Amo as nuvens, pois mesmo depois de crescida vejo formarem-se desenhos. Amo o amor de amigos, o afeto, o fato, a preocupação. Amo quem abraça alguém com sentimento veraz. Amo quem beija com emoção. Amo quem me toma sem maldade. Amo as flores, se não elas quem iria colorir os jardins?Amo a minha próxima viagem. Amo também o próximo lugar pra onde vou. Amo saber que conhecerei pessoas. Amo até o Instituto e aqueles professores que obtive nota baixa. Amo minhas fotos, até quando faço mil caretas e espanto inclusive às moscas. Amo o violão que não sei tocar, mais que admiro o som que sai de suas cordas. Amo o músico, ele tem talento. Amo também quem me fez tropeçar. Amo quem me levantou e me empurrou para seguir. Amo quem se lembra de mim. Amo o silêncio do meu quarto que me faz refletir. Amo quando vejo alguém e sinto formigas na barriga. Amo a idéia de amar o desconhecido. Amo a incerteza, o chão frio, o grito. Amo porque sonho e porque simplesmente não sei realmente o que é amar. Amo porque amo e isso basta. Estou amando. Indiscriminadamente. Sem exceções, com vírgulas. Sem ponto, sem nó. Reticências... Estou amando em pedaços. Tenho medo desse amor pois disseram-me que quem ama em demasia tem azia. E azia é dor.
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 12h49
Amando tudo isso
Amando minha vida
Ando tão feliz
Tão decidida e perceptiva
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 17h31
Vida minha, vida bonita!
Não sei se vale à pena
Mais quando a vida traz
As coisas valem mais do que quando vamos à busca
Isso vale mais que a procura
É modificar o velho ditado: Não espere sentado
Porque quando tiver de ser
Será e ninguém precisa saber
É fazer valer à pena e deixar tudo acontecer
Não corra, não vá atrás
Daquilo que não satisfaz
Pra quando olhar pra traz
Não se arrepender
Busque pelos ideais
Mais não se iluda demais
É bem melhor pé no chão
Do que um grande empurrão
É isso que faz da vida tão turva e tão querida
Uma grande historia
Inesperada e sensata
Tão livre tão meiga e tão grata
Tão doce, tão tudo, tão vida!
Deixa ela te levar
Pra todo e qualquer lugar
Você não vai se arrepender!
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 17h02
Não se iluda apenas VIVA!
Não quero iludir-me com ninguém
Nem criar aleivosas esperanças
Pra que mentir que se tem
Se o que se quer não se alcança?
Não quero dizer que foi em vão
Mera paixão, perdida no espaço
Quero dizer que foi bom
Um caso sem razão, sem pedágio
A busca incessante pelo inesperado
Um sonho de ter um amor vedado
Não quero ser irradiada
Por brilhos, estrelas falsas
Quero que sejam sinceros
Verdade é o ramo certo
Pra quem quer ser prestigiado
E por toda vida lembrado
Não vivas falsas ilusões
Não crie sonhos ou razões
Pra encobrir mentiras
Pois surgiram inventivas indagações
E você saberá responder
Que tudo que te fez sofrer
Foi algo que realmente não valeria de nada
Todo esse tempo perdido de viver
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 16h33
Não acredito em destino
Mais o rapaz de alegria contagiante
E sorriso cativante
Tomou conta dos meus pensamentos
Será miragem?
Eu penso toda hora, será que demora?
Eu preciso vê-lo outra vez
Pra saber de uma vez se a busca pelo amor cessou.
Nunca o tive, mas já sinto saudade
Será que seu beijo é tão doce quanto as suas veracidades?
E seu abraço tão intenso quanto a sua voz?
Parece-me tão terno um tanto amargo e tão voraz.
Um leigo mesmo assim tão sábio
Será que também entende do amor?
[Bárbara Layane- Precisa de continuação]
Escrito por Bazinha às 12h59
Sentir-me sozinha
Talvez esse não seja o titulo ideal para esse texto, mais por enquanto ele é o mais cabível para as palavras que aqui colocarei.
Hoje mais uma vez, olhei para o calendário e vi o quanto está próximo o ano seguinte e meu coração não mais brando ainda não encontrou um amor. Não sei se realmente me sinto só, mais sei que falta alguma coisa para apimentar os meus dias. Minha “comida” anda meio sem sal, sem tempero, sem alegria. A vida tem graça e de tanta escusa percebo que ninguém é feliz sozinho. Percebo que é necessária a outra metade da laranja, afinal que graça tem ter a metade se ela completa nutre mais?! É necessário o amor pra aguçamos o sabor das coisas. É necessário paixão pra saber quão queima a chama. É necessário solidão pra sabermos o quanto precisamos de pessoas.
Não entendo! Talvez nunca entenda! De tanta gente que já me apareceu, porque não vejo sentido algum em tê-los comigo? Será que existe mesmo a pessoa certa? O tempo certo? O predestinado? E o distrito? Não sei! Caso exista o meu está bem longe ou vindo de jegue.
Já me apareceu de tudo um pouco. Do mais bizarro ao mais apaixonante. E isso é muito bom. Motivou mais ainda o aumento a minha auto-estima. Mais não preencheu o vazio que tanto tenta me atormentar. E carrego comigo isso há tanto tempo talvez por isso o motivo da minha rebelião em escrever sobre ele. Talvez ele goste de mim. Mais bizarro ainda é isso que acabei de registrar. Talvez tenha algum sentido. Não sei! A vida é muito engraçada. Ela me leva pra um lado e de repente me puxa pra outro. Deixa-me em duvida, me cerca de incertezas e me deixa assim cheia de indagações.
Apesar de tudo ando tão feliz, tão ansiosa e tão perspectiva. Que venha a vida, que venham os amores. E que eu ande junto com ele. Só não quero deixar de viver por meio da solidão que às vezes insiste em corroer minhas veias e perseguir o meu eu.
[Bárbara Layanne]
Escrito por Bazinha às 02h24| SOBRE MIM |
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